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31º Exame · questão 10

Filosofia do Direito · Teoria da Justiça

31º Exame · questão 10Filosofia do Direito

Temos pois definido o justo e o injusto. Após distingui-los assim um do outro, é evidente que a ação justa é intermediária entre o agir injustamente e o ser vítima da injustiça; pois um deles é ter demais e o outro é ter demasiado pouco. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Em seu livro Ética a Nicômaco, Aristóteles apresenta a justiça como uma virtude e a diferencia daquilo que é injusto. Assinale a opção que define aquilo que, nos termos do livro citado, deve ser entendido como justiça enquanto virtude.

Gabarito comentado

Resposta correta: AUma espécie de meio-termo, porém não no mesmo sentido que as outras virtudes, e sim porque se relaciona com uma quantia intermediária, enquanto a injustiça se relaciona com os extremos.

Aristóteles define a justiça como um meio-termo peculiar, que não se relaciona com o equilíbrio de sentimentos ou ações do próprio agente, como as demais virtudes, mas com a distribuição equitativa de quantias entre pessoas, situando-se entre os extremos de ter demais (cometer injustiça) e ter menos (sofrer injustiça).

Por que as outras estão erradas

  • B) Essa é a formulação sofística de Trasímaco, no livro I da República de Platão, e não a posição de Aristóteles na Ética a Nicômaco.
  • C) O cumprimento de pactos remete à teoria contratualista, presente em autores como Hobbes ou Glauco em Platão, e não à concepção aristotélica de justiça como virtude do meio-termo.
  • D) O imperativo categórico é formulação kantiana, estranha à ética das virtudes de Aristóteles, que fundamenta a justiça na proporção e no equilíbrio, não em uma lei universal da razão.

Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.

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