Catarina leva seu veículo para uma determinada entidade autárquica com o objetivo de realizar a fiscalização anual. Carlos, funcionário público que exerce suas funções no local, apesar de não encontrar irregularidades no veículo, verificando a inexperiência de Catarina, que tem apenas 19 anos de idade, exige R$ 5.000,00 para "liberar" o automóvel sem pendências. Catarina, de imediato, recusa-se a entregar o valor devido e informa o ocorrido ao superior hierárquico de Carlos, que aciona a polícia. Realizada a prisão em flagrante de Carlos, a família é comunicada sobre o fato e procura um advogado para que ele preste esclarecimentos sobre a responsabilidade penal de Carlos. Diante da situação narrada, o advogado da família de Carlos deverá esclarecer que a conduta praticada por Carlos configura, em tese, crime de
23º Exame · questão 62
Direito Penal · Crimes Contra a Administração Pública
23º Exame · questão 62Direito Penal
Gabarito comentado
Resposta correta: B — concussão consumada.
Carlos, funcionário público, exigiu vantagem indevida em razão da função, valendo-se do temor que sua posição inspirava em Catarina; a exigência já consuma o crime de concussão, independentemente do recebimento efetivo da vantagem, pois o tipo penal se perfaz com a mera exigência.
Por que as outras estão erradas
- A) não há corrupção passiva, pois nesse crime o funcionário solicita ou recebe vantagem, ou aceita promessa, sem o elemento de exigência/intimidação típico da concussão.
- C) não é corrupção passiva tentada, pois o crime praticado foi concussão, que já se consuma com a simples exigência da vantagem, sendo irrelevante a ausência de pagamento.
- D) a concussão não é tentada, pois se consuma no momento da exigência da vantagem indevida, sendo dispensável o efetivo recebimento do valor.
Fundamento: art. 316 do CP
Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.
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