Contratado para trabalhar no Município de Boa-Fé pela empresa X, Marcos da Silva, residente no Município de Última Instância, estava obrigado a utilizar duas linhas de ônibus para e ir e para voltar do trabalho para casa, ao custo de R$ 16,00 por dia. Em virtude dos gastos com as passagens, Marcos requereu ao seu empregador que lhe fornecesse vale- transporte, ao que lhe foi dito que seria providenciado. Passados oito meses, Marcos foi dispensado sem justa causa, recebendo as verbas resilitórias, sem qualquer menção ao vale-transporte. Inconformado, Marcos ajuizou ação trabalhista pleiteando o pagamento de vale-transporte, pois nunca recebeu essa prestação. Em contestação, o empregador alegou que Marcos nunca fez qualquer requerimento nesse sentido, apesar de morador de outro município da região metropolitana. Em face dessa situação concreta, assinale a alternativa correta relativa à distribuição do ônus da prova.
Exame 2010-3 · questão 80
Direito Internacional · Direito Internacional Privado e Conflito de Leis
Exame 2010-3 · questão 80Direito Internacional
Gabarito comentado
Resposta correta: B — o juiz brasileiro poderá conhecer e julgar a lide, mas deverá basear sua decisão na legislação sul-africana, pois os contratos se regem pela lei do local de sua assinatura.
O juiz brasileiro é competente para julgar a lide, pois o contrato foi executado no Brasil, mas deve aplicar a legislação sul-africana quanto à formação e regência contratual, já que o enunciado situa a assinatura do contrato no exterior, prevalecendo a regra de conexão que remete à lei do local de celebração do contrato (lex loci contractus).
Por que as outras estão erradas
- A) Erra ao negar a competência da Justiça brasileira, pois o Judiciário nacional tem competência para julgar litígios trabalhistas quando o serviço é prestado no Brasil, independentemente do local de assinatura do contrato.
- C) Erra ao afirmar que o juiz brasileiro deve necessariamente aplicar a lei nacional, desconsiderando a regra de direito internacional privado que remete à lei do local de celebração do contrato.
- D) Erra ao invocar a lex fori como critério aplicável, quando a regra de conexão pertinente ao caso é a lex loci contractus, e não a lei do foro.
Fundamento: art. 9º da LINDB
Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.
Outras questões de Direito Internacional Privado e Conflito de Leis
- 05º ExameEm janeiro de 2003, Martin e Clarisse Green, cidadãos britânicos domiciliados no Rio de Janeiro, casam-se no Consulado-Geral britânico, loca…
- 06º ExameA sociedade empresária do ramo de comunicações A Notícia Brasileira, com sede no Brasil, celebrou contrato internacional de prestação de ser…
- 06º ExameArnaldo Butti, cidadão brasileiro, falece em Roma, Itália, local onde residia e tinha domicílio. Em seu testamento, firmado em sua residênci…
- 07º ExameUm jato privado, pertencente a uma empresa norte‐ americana, se envolve em um incidente que resulta na queda de uma aeronave comercial brasi…
- 09º ExameJosé, de nacionalidade brasileira, era casado com Maria, de nacionalidade sueca, encontrando-se o casal domiciliado no Brasil. Durante a via…
- 10º ExameA respeito dos elementos de conexão no Brasil, assinale a afirmativa correta.…