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38º Exame · questão 67

Direito Processual Penal · Provas no Processo Penal

38º Exame · questão 67Direito Processual Penal

A Polícia Civil ingressou na residência de Gustavo com o objetivo de cumprir mandado de prisão em desfavor de seu filho, Mariano, o qual era acusado de tráfico de drogas. A ordem de prisão foi expedida pelo Juiz de Direito da Comarca. Durante o cumprimento do mandado de prisão, a Polícia pegou o telefone celular de Gustavo, desbloqueado, que estava sobre uma mesa da residência e, sem sua autorização, passou a verificar seu conteúdo, constatando material de pornografia infantil, armazenado e compartilhado via aplicativo de troca de mensagens instantâneas, acessível pela internet a partir de qualquer país. Diante disso, a Polícia imediatamente realizou a prisão em flagrante de Gustavo. Sobre o meio de obtenção da prova extraída do celular de Gustavo, assinale a afirmativa correta.

Gabarito comentado

Resposta correta: CÉ ilícita, pois o cumprimento de mandado de prisão não compreende a autorização para busca em residência ou para o acesso a dados telemáticos, o que demandaria ordem judicial específica.

O mandado de prisão autoriza apenas a captura do indivíduo procurado; ele não confere poder para busca pessoal ou domiciliar ampla, tampouco para acesso a dados telemáticos de terceiro presente no local, que exigem autorização judicial específica e fundamentada.

Por que as outras estão erradas

  • A) A competência para investigar pornografia infantil é irrelevante para a licitude da prova, pois o vício está na forma de obtenção do acesso ao celular, não na atribuição do órgão que efetuou a prisão em flagrante.
  • B) Não há encontro fortuito de prova válido, porque a autorização para ingresso domiciliar limitava-se ao cumprimento do mandado de prisão contra Mariano, não legitimando a busca ativa no celular de Gustavo, estranho ao mandado.
  • D) Não existe possibilidade de ratificação judicial posterior que convalide o acesso inicialmente ilícito aos dados telemáticos; a prova obtida sem autorização judicial é ilícita, e não meramente anulável.

Fundamento: art. 5º, XI e XII, CF/88

Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.

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