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05º Exame · questão 72

Direito do Trabalho · Trabalho da Mulher, do Menor e do Doméstico

05º Exame · questão 72Direito do Trabalhodesatualizada

Maria da Silva foi contratada para trabalhar como cozinheira na residência de Márcio dos Santos, percebendo um salário mínimo. Passados dois anos, Márcio ficou desempregado e decidiu iniciar um negócio próprio de venda de doces e salgados. Para atingir seu objetivo, aproveitou-se dos serviços de Maria, oferecendo-lhe um acréscimo de R$ 100,00 na remuneração. Assim, além de preparar as refeições da família de Márcio, a empregada Maria também dedicava parte de seu tempo preparando os doces e salgados que seriam vendidos por ele posteriormente. Durante três anos, Márcio desenvolveu essa atividade comercial com base em sua residência. Contudo, em virtude de uma proposta de emprego, Márcio encerrou a venda de quitutes e retirou o acréscimo de R$ 100,00 da remuneração de Maria. Inconformada, Maria reclamou ao longo de seis meses com o seu empregador, a fim de ver restabelecida a gratificação. Entretanto, depois de tanta insistência, Márcio decidiu dispensá-la sem justa causa. Dois meses depois, Maria ajuizou ação trabalhista, pleiteando o pagamento de aviso prévio, 13º salário, férias e terço constitucional, FGTS e indenização de 40%, além de seis meses de diferença salarial, tudo com base na sua remuneração total (salário mínimo acrescido de R$ 100,00). Com base na situação acima descrita, assinale a alternativa correta.

Gabarito comentado

Resposta correta: CMaria faz jus à permanência do acréscimo remuneratório, uma vez que, por se tratar de parcela de natureza salarial, não poderia ser reduzida unilateralmente pelo empregador.

O acréscimo remuneratório pago por mais de três anos em razão da atividade de preparo de doces e salgados incorporou-se ao contrato de trabalho como parcela salarial, não podendo ser suprimido unilateralmente pelo empregador, em respeito ao princípio da inalterabilidade contratual lesiva.

Por que as outras estão erradas

  • A) Não se trata de salário-condição vinculado a situação temporária e reversível, pois a habitualidade do pagamento por longo período converteu a parcela em direito incorporado ao patrimônio jurídico da empregada.
  • B) Maria mantinha a condição de empregada doméstica durante todo o período, mas a discussão da alternativa está errada porque a questão trata da irredutibilidade salarial, e não da exclusão do FGTS, que era devido durante toda a relação de emprego.
  • D) Está incorreta porque a condição de doméstica não afasta o direito ao FGTS e à indenização de 40%, verbas que já eram asseguradas a essa categoria.

Fundamento: art. 468 da CLT

Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.

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