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23º Exame · questão 59

Direito Penal · Crimes Contra a Pessoa

23º Exame · questão 59Direito Penal

Roberta, enquanto conversava com Robson, afirmou categoricamente que presenciou quando Caio explorava jogo do bicho, no dia 03/03/2017. No dia seguinte, Roberta contou para João que Caio era um "furtador". Caio toma conhecimento dos fatos, procura você na condição de advogado(a) e nega tudo o que foi dito por Roberta, ressaltando que ela só queria atingir sua honra. Nesse caso, deverá ser proposta queixa-crime, imputando a Roberta a prática de

Gabarito comentado

Resposta correta: B1 crime de difamação e 1 crime de injúria.

Afirmar categoricamente que presenciou Caio praticando contravenção penal (jogo do bicho) configura difamação, pois imputa fato ofensivo à reputação sem se tratar de crime; já chamá-lo de 'furtador' é ofensa genérica à honra subjetiva, configurando injúria, e não calúnia, pois não há imputação de fato específico e determinado.

Por que as outras estão erradas

  • A) não há calúnia, pois calúnia exige imputação falsa de fato definido como crime, e jogo do bicho é contravenção penal, não crime.
  • C) não há dois crimes de calúnia, pois nenhuma das condutas narradas imputa falsamente um crime específico a Caio.
  • D) a imputação de exploração de jogo do bicho não configura calúnia, já que essa conduta é contravenção penal, e não crime, faltando o elemento típico da calúnia.

Fundamento: art. 139 c/c art. 140 do CP

Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.

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