No dia 31 de dezembro de 2015, Leandro encontra, em uma boate, Luciana, com quem mantivera uma relação íntima de afeto, na companhia de duas amigas, Carla e Regina. Já alterado em razão da ingestão de bebida alcoólica, Leandro, com ciúmes de Luciana, inicia com esta uma discussão e desfere socos em sua face. Carla e Regina vêm em defesa da amiga, mas, descontrolado, Leandro também agride as amigas, causando lesões corporais leves nas três. Diante da confusão, Leandro e Luciana são encaminhados a uma delegacia, enquanto as demais vítimas decidem ir para suas casas. Após exame de corpo de delito confirmando as lesões leves, Luciana é ouvida e afirma expressamente que não tem interesse em ver Leandro responsabilizado criminalmente. Em relação às demais lesadas, não tiveram interesse em ser ouvidas em momento algum das investigações, mas as testemunhas confirmaram as agressões. Diante disso, o Ministério Público, em 05 de julho de 2016, oferece denúncia em face de Leandro, imputando-lhe a prática de três crimes de lesão corporal leve. Considerando apenas as informações narradas, o(a) advogado(a) de Leandro
23º Exame · questão 67
Direito Processual Penal · Ação Penal
Gabarito comentado
Resposta correta: D — não poderá buscar a rejeição da denúncia em relação ao crime praticado contra Luciana, mas poderá pleitear a imediata rejeição quanto aos delitos praticados contra Carla e Regina. 19 UNIFICADO EM 23/07/2017
Quanto a Luciana, a retratação da representação antes do oferecimento da denúncia impede a ação penal; já quanto a Carla e Regina, a lesão corporal leve praticada com violência doméstica ou familiar contra a mulher, no contexto de relação íntima, é hipótese excepcional em que a ação é pública incondicionada segundo entendimento consolidado, não dependendo de manifestação das vítimas.
Por que as outras estão erradas
- A) Há sim possibilidade de rejeição da denúncia quanto ao crime praticado contra Luciana, em razão da retratação válida.
- B) A rejeição não se limita ao crime contra Luciana, pois quanto a Carla e Regina não há óbice à ação penal, já que esta independe de representação.
- C) Quanto a Carla e Regina, a ação penal é pública incondicionada, não cabendo rejeição da denúncia por ausência de representação.
Fundamento: Súmula 542 do STJ
Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.
Outras questões de Ação Penal
- 06º ExameTício está sendo investigado pela prática do delito de roubo simples, tipificado no artigo 157, caput, do Código Penal. Concluída a investig…
- 09º ExameTendo como base o instituto da ação penal, assinale a afirmativa correta.…
- 10º ExameNa cidade "A", o Delegado de Polícia instaurou inquérito policial para averiguar a possível ocorrência do delito de estelionato praticado po…
- 13º ExameEm determinada ação penal privada, na qual se apura a prática dos delitos de calúnia e difamação, a parte não apresenta, em alegações finais…
- 14º ExameFábio, vítima de calúnia realizada por Renato e Abel, decide mover ação penal privada em face de ambos. Após o ajuizamento da ação, os autos…
- 17º ExameCarlos foi indiciado pela prática de um crime de lesão corporal grave, que teria como vítima Jorge. Após o prazo de 30 dias, a autoridade po…