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24º Exame · questão 60

Direito Penal · Aplicação da Lei Penal

24º Exame · questão 60Direito Penal

Bárbara, nascida em 23 de janeiro de 1999, no dia 15 de janeiro de 2017, decide sequestrar Felipe, por dez dias, para puni-lo pelo fim do relacionamento amoroso. No dia 16 de janeiro de 2017, efetivamente restringe a liberdade do ex-namorado, trancando-o em uma casa e mantendo consigo a única chave do imóvel. Nove dias após a restrição da liberdade, a polícia toma conhecimento dos fatos e consegue libertar Felipe, não tendo, assim, se realizado, em razão de circunstâncias alheias, a restrição da liberdade por dez dias pretendida por Bárbara. Considerando que, no dia 23 de janeiro de 2017, entrou em vigor nova lei, mais gravosa, alterando a sanção penal prevista para o delito de sequestro simples, passando a pena a ser de 01 a 05 anos de reclusão e não mais de 01 a 03 anos, o Ministério Público ofereceu denúncia em face de Bárbara, imputando-lhe a prática do crime do Art. 148 do Código Penal (Sequestro e Cárcere Privado), na forma da legislação mais recente, ou seja, aplicando-se, em caso de condenação, pena de 01 a 05 anos de reclusão. Diante da situação hipotética narrada, é correto afirmar que o advogado de Bárbara, de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, deverá pleitear

Gabarito comentado

Resposta correta: Aa aplicação do instituto da suspensão condicional do processo.

Como a pena aplicável, mesmo com a lei anterior mais benéfica, ficaria entre 1 e 3 anos, sendo o crime cometido antes da vigência da lei mais gravosa, o instituto da suspensão condicional do processo é cabível, já que a pena mínima não supera 1 ano, conforme a jurisprudência do STF quanto à aplicação da lei vigente ao tempo do fato.

Por que as outras estão erradas

  • B) Embora a lei mais benéfica deva reger o caso por ser anterior ao início da execução do crime, essa não é a medida processual a ser pleiteada nas alegações finais, pois o benefício central discutido é a suspensão condicional do processo.
  • C) Bárbara já havia completado 18 anos quando praticou o crime, tendo nascido em 23/01/1999 e agido em 16/01/2017, o que afasta a inimputabilidade por menoridade.
  • D) O crime se consumou, pois a privação da liberdade da vítima durou nove dias e não dependia de completar o prazo pretendido pela agente para se configurar consumado, bastando a efetiva restrição da liberdade.

Fundamento: art. 148 do CP

Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.

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