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25º Exame · questão 64

Direito Processual Penal · Prisões e Medidas Cautelares

25º Exame · questão 64Direito Processual Penal

No dia 15 de maio de 2017, Caio, pai de um adolescente de 14 anos, conduzia um veículo automotor, em via pública, às 14h, quando foi solicitada sua parada em uma blitz. Após consultar a placa do automóvel, os policiais constataram que o veículo era produto de crime de roubo ocorrido no dia 13 de maio de 2017, às 09h. Diante da suposta prática do crime de receptação, realizaram a prisão e encaminharam Caio para a Delegacia. Em sede policial, a vítima do crime de roubo foi convidada a comparecer e, em observância a todas as formalidades legais, reconheceu Caio como o autor do crime que sofrera. A autoridade policial lavrou auto de prisão em flagrante pelo crime de roubo em detrimento de receptação. O Ministério Público, em audiência de custódia, manifesta-se pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, valorizando o fato de Caio ser reincidente, conforme confirmação constante de sua Folha de Antecedentes Criminais. Quando de sua manifestação, o advogado de Caio, sob o ponto de vista técnico, deverá requerer

Gabarito comentado

Resposta correta: Brelaxamento da prisão, em razão da ausência de situação de flagrante.

Entre a consumação do roubo (13/05, 09h) e a prisão de Caio (15/05, 14h) transcorreu tempo excessivo, sem perseguição ininterrupta, de modo que não há situação de flagrante, próprio ou impróprio, apta a legitimar a prisão; o vício deve ser reconhecido pelo relaxamento, e não por medidas que pressupõem prisão válida.

Por que as outras estão erradas

  • A) Essa alternativa parte da premissa equivocada de que a prisão em flagrante foi legal, quando na verdade o decurso de tempo sem perseguição afasta a situação de flagrância, tornando a prisão ilegal desde a origem.
  • C) Não se trata de revogar prisão preventiva, pois esta nem chegou a ser validamente decretada com base em prisão legal; o vício está na própria flagrância, que deve ser reconhecida como inexistente mediante relaxamento.
  • D) A substituição por prisão domiciliar pressupõe prisão preventiva regularmente decretada, o que não é o caso, já que a prisão em flagrante é ilegal por ausência de situação de flagrância, cabendo o relaxamento e não a substituição.

Fundamento: art. 302 c/c art. 5º, LXV, CF/88

Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.

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