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26º Exame · questão 20

Direito Internacional · Nacionalidade e Condição do Estrangeiro

26º Exame · questão 20Direito Internacional

Maria Olímpia é demitida pela Embaixada de um país estrangeiro, em Brasília, por ter se recusado a usar véu como parte do seu uniforme de serviço. Obteve ganho de causa na reclamação trabalhista que moveu, mas, como o Estado não cumpriu espontaneamente a sentença, foi solicitada a penhora de bens da Embaixada. Nesse caso, a penhora de bens do Estado estrangeiro

Gabarito comentado

Resposta correta: Asomente irá prosperar se o Estado estrangeiro tiver bens que não estejam diretamente vinculados ao funcionamento da sua representação diplomática.

A jurisprudência do STF distingue atos de império de atos de gestão: em relações trabalhistas, o Estado estrangeiro não goza de imunidade de jurisdição, mas a imunidade de execução persiste, de modo que a penhora só recai sobre bens não afetados à função diplomática.

Por que as outras estão erradas

  • B) A imunidade de jurisdição não é absoluta em matéria trabalhista, pois se trata de ato de gestão, sujeito à jurisdição brasileira.
  • C) Não se trata de cooperação jurídica internacional via Autoridade Central, mas de execução de sentença trabalhista nacional com limites de imunidade de execução.
  • D) A natureza de ato de gestão do contrato de trabalho autoriza a jurisdição, mas não afasta a imunidade de execução sobre bens vinculados à representação diplomática.

Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.

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