O Município Ômega pretende alugar o imóvel de propriedade de João, pois suas características de instalações e de localização tornam necessária sua escolha, uma vez que se trata de um prédio de três andares situado ao lado do principal hospital municipal, que, após as necessárias adaptações e investimentos, poderá sediar a Secretaria Municipal de Saúde, cuja sede atual não mais comporta todos seus setores. Desta forma, o Município Ômega instaurou processo administrativo, no bojo do qual já houve a certificação da inexistência de imóveis públicos vagos e disponíveis que atendam ao objeto pretendido, bem como foram juntadas informações com as justificativas que demonstram a singularidade do imóvel a ser locado pela Administração e que evidenciam vantagem para ela. João, que tem interesse em alugar seu imóvel, foi procurado por agentes públicos da Secretaria Municipal de Saúde para assinar o contrato administrativo, que será firmado expressamente sob o regime jurídico da nova Lei de Licitações, mediante dispensa de licitação e com valor compatível com o preço de mercado. Na qualidade de advogado(a) contratado por João, você lhe informou que, de acordo com a Lei nº 14.133/21, o contrato administrativo de locação
39º Exame · questão 32
Direito Administrativo · Licitações e Contratos Administrativos
Gabarito comentado
Resposta correta: D — deve ser assinado com fundamento na inexigibilidade de licitação, com avaliação prévia do bem, do seu estado de conservação, dos custos de adaptações, quando imprescindíveis às necessidades de utilização, e do prazo de amortização dos investimentos.
A locação de imóvel específico, cuja singularidade e localização tornam necessária a escolha daquele bem em particular, com preço compatível com o mercado, caracteriza hipótese de inexigibilidade de licitação por inviabilidade de competição, exigindo avaliação prévia do imóvel, de seu estado de conservação, dos custos de adaptação e do prazo de amortização dos investimentos, conforme a Lei nº 14.133/21.
Por que as outras estão erradas
- A) A hipótese não é de dispensa, mas de inexigibilidade, pois a singularidade do imóvel torna inviável a competição entre licitantes, não se tratando de mera dispensa discricionária.
- B) Não há exigência de autorização legal específica da Câmara Municipal para esse tipo de contratação por inexigibilidade, sendo suficiente a justificativa técnica e o processo administrativo com os elementos exigidos em lei.
- C) A hipótese correta é de inexigibilidade, e não de dispensa, já que a singularidade do bem afasta a possibilidade de competição, elemento que distingue as duas figuras.
Fundamento: art. 74, V, da Lei nº 14.133/21
Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.
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