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41º Exame · questão 66

Direito Processual Penal · Ação Penal

41º Exame · questão 66Direito Processual Penal

Francisco e seu filho Alfredo depredaram o carro de Terezinha, o que motivou o ajuizamento de queixa-crime em face de Francisco e Alfredo, dentro do prazo decadencial, pelo crime de dano qualificado por motivo egoístico, disposto no Art. 163, inciso IV, do CP. No curso da ação penal, Francisco e Terezinha começaram a ter um relacionamento amoroso. Terezinha perdoou expressamente Francisco nos autos da queixa-crime. Intimado, Francisco aceitou o perdão da ofendida, o Juízo declarou a extinção da punibilidade em face de Francisco, mas, determinou o seguimento da ação penal em relação a Alfredo. Diante do caso narrado, assinale a opção que apresenta, corretamente, os princípios que você, como advogado(a) de Alfredo, deve alegar no interesse de seu cliente.

Gabarito comentado

Resposta correta: ADa indivisibilidade e da disponibilidade.

Como a ação penal foi privada, o perdão aceito por um dos querelados deve, pelo princípio da indivisibilidade, estender-se a todos os demais, e por ser a ação disponível, o perdão gera a extinção da punibilidade também em relação a Alfredo.

Por que as outras estão erradas

  • B) A divisibilidade não é princípio aplicável à ação penal privada, que é regida pela indivisibilidade, e intranscendência das penas trata de a pena não passar da pessoa do condenado, tema distinto do caso.
  • C) Legalidade e presunção de inocência são princípios gerais do processo penal, mas não fundamentam o efeito extensivo do perdão do ofendido a corréu na ação penal privada.
  • D) Ne bis in idem trata da vedação à dupla punição pelo mesmo fato, e individualização das penas refere-se à dosimetria, nenhum dos dois pertinente ao efeito do perdão sobre o litisconsórcio passivo na ação privada.

Fundamento: art. 51 do CPP

Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.

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