Rogéria, sócia de uma sociedade empresária especializada em festas infantis, saiu fraudulentamente da empresa em 2018, transferindo formalmente suas cotas sociais a um dos empregados da sociedade empresária que não tinha condições econômicas ou solvabilidade. Rogéria, mesmo após sua saída, permaneceu com uma procuração da sociedade empresária para movimentar as contas bancárias e fazia uso regular delas com transferências para sua conta, pagamentos de empregados, fornecedores e outros compromissos. Em 2022, um dos empregados ajuizou uma reclamação trabalhista que terminou em acordo no valor de R$ 30.000 (trinta mil reais), que não foram pagos na data acertada. Não havendo condições de executar a sociedade empresária, você, como advogado(a) do exequente, requereu o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, incluindo os sócios atuais e Rogéria. Sobre a ação interposta, considerando o que dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta.
43º Exame · questão 71
Direito do Trabalho · Terceirização e Grupo Econômico
43º Exame · questão 71Direito do Trabalho
Gabarito comentado
Resposta correta: C — Rogéria terá responsabilidade solidária para com os demais sócios, em virtude da fraude na alteração societária.
A fraude na alteração societária, mantendo Rogéria no controle efetivo da empresa mediante procuração, autoriza a desconsideração da personalidade jurídica com responsabilização solidária entre ela e os demais sócios, já que todos se beneficiaram do artifício fraudulento em prejuízo dos créditos trabalhistas.
Por que as outras estão erradas
- A) O desligamento formal não afasta a responsabilidade quando comprovada fraude na transferência de cotas, pois a saída da sociedade foi apenas aparente, mantendo-se o controle real da empresa.
- B) A hipótese não é de responsabilidade subsidiária, mas solidária, uma vez que a fraude compromete a autonomia patrimonial da pessoa jurídica e legitima a responsabilização conjunta e direta de todos os envolvidos.
- D) A ausência de fraude dos sócios atuais não exclui a responsabilidade de Rogéria, que permaneceu controlando a sociedade fraudulentamente, respondendo solidariamente pelas obrigações trabalhistas.
Fundamento: art. 28, § 5º, do CDC
Comentário gerado por IA a partir do gabarito oficial da FGV. Confira o dispositivo antes de usar como fonte.
Outras questões de Terceirização e Grupo Econômico
- 04º ExamePaulo, empregado da empresa Alegria Ltda., trabalha para a empresa Boa Sorte Ltda., em decorrência de contrato de prestação de serviços cele…
- 09º ExameAssinale a alternativa em que há, incontroversamente, responsabilidade solidária no âmbito trabalhista.…
- 13º ExameABC Manutenção e Limpeza manteve contrato de fornecimento de mão de obra de limpeza com Aeroportos Brasileiros, empresa pública federal. Por…
- 20º ExameUm determinado empregado é vigilante e, por meio do seu empregador, sempre prestou serviços terceirizados a uma instituição bancária privada…
- Exame 2010-3João da Silva decidiu ampliar o seu consultório médico e, para isso, contratou o serviço do empreiteiro Vivaldo Fortuna. Ambos ajustaram o v…
- 24º ExameJosé trabalhou como despachante para a sociedade empresária Vinhos do Sul Ltda. Frequentemente ele reparava que, nas notas de despacho, cons…